quinta-feira, 5 de maio de 2011

A hora e a vez dos livros digitais

Na edição deste ano da Jornada Nacional de Literatura, além da comemoração de 30 anos de existência, o tema-central do evento será “Literatura entre nós: redes, linguagens e mídias”. Haverá conferências e outras atividades, buscando discutir e compreender como os novos meios de comunicação e de transmissão de conhecimento influenciam na vida dos novos e velhos leitores.

Os formatos digitais de arquivos se popularizaram há mais de dez anos e, ultimamente, com a grande interatividade da Web 2.0, vêm sendo difundidos e trocados cada vez mais freqüentemente. Assim como discos, filmes e outros suportes materiais, os livros também vêm sendo incorporados ao ciberespaço e alterando a realidade material em vários níveis diferentes. Os livros digitais (também conhecidos como e-books) formam acervos virtuais gratuitos inteiros como o do Projeto Gutenberg e aparecem como opções economicamente viáveis para a sobrevivência do mercado editorial.

No relatório anual de 2011 da Publishers Association (Associação Britânica de Livreiros), as vendas de e-books demonstraram grande potencial: foi registrado um crescimento de 300% em relação ao ano de 2009, somando o equivalente a R$43 milhões. Assim, representam atualmente 6% de todas as vendas de livros do Reino Unido.

Já a Associação das Editoras Americanas registrou, entre janeiro de 2010 e janeiro de 2011, um crescimento de 115% nas vendas de livros digitais. Além disso, a consultoria norte-americana Xplana afirma que, até 2015, um quarto das universidades dos EUA utilizarão e-books, possivelmente acessados por e-readers como o iPad e o Kindle ou por meio de aplicativos em smartphones. A Xplana é especialista em ensino e tecnologia.

No Brasil, os e-books também mostram expressividade no comércio de livros. Segundo matéria do Diário de S. Paulo do dia 26 de abril, 5% do faturamento total das vendas dos 200 mil títulos da Livraria Saraiva vem do formato digital. Assim como a Livraria Cultura, ela desenvolve e atualiza aplicativos grátis, compatíveis com smartphones.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O mercado editorial vai bem, obrigado


Com a tendência de crescimento das vendas de livros no Brasil, deve-se comemorar a existência da Jornada de Passo Fundo, bienais, feiras, festivais e outros eventos literários no país. A Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo completa 30 anos trabalhando pela valorização dos diferentes modos de artes e a difusão do hábito de leitura no Brasil.

O mercado editorial brasileiro apresenta vendas crescentes nos últimos tempos. Apesar de apenas 3 mil livrarias concentrarem a oferta de livros da população de 190 milhões de pessoas divididas em 5565 cidades, a produção de livros apresenta cada vez mais títulos e novas estratégias de distribuição.

De acordo com estudo da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), 52510 títulos foram produzidos, somando 386 milhões de impressões. Destas, 370 milhões foram vendidas, aproximadamente 20% a mais do que em 2006, quando as vendas somavam 310 milhões de exemplares. O segmento de livros escolares é o que mais cresceu, correspondendo a 51% da soma.

Já o relatório de 2010 da Associação Nacional de Livrarias (ANL) indica não apenas o aumento das vendas: também aponta que 29% das livrarias têm planos de expansão ou renovação das lojas e 9% ambicionam abrir novas filiais.

Embora o comércio virtual seja uma prática absorvida por 48,57% dos livreiros brasileiros, outras logísticas distributivas têm se destacando para suprir a demanda por leitura no Brasil. O índice nacional de leitura é de 4,7 livros por ano (excluindo os escolares obrigatórios o número cai para 1,3), o sucesso das vendas em domicílio faz crer que tal realidade é resultado de falta de acesso à literatura. Elas representavam 17% do mercado editorial em 2009, enquanto em 2005 correspondiam a 5% dele. De acordo com a Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), atualmente existem 30 mil vendedores em domicílio e 32 editoras especializadas neste tipo de consumo. Em Passo Fundo o índice de leitura é 6,6 livros por pessoa por ano.

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Escritores gaúchos têm espaço especial

Uma das muitas atrações da 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo é o Encontro Estadual de Escritores Gaúchos. Em 2011, está em sua 3ª edição e divide-se em quatro dias, com temas diferentes, porém que coincidem no debate sobre a criação literária. O coordenador do encontro é o escritor Luís Augusto Fischer (foto).


Diversos autores foram convidados a integrar as conferências, que acontecem entre os dias 23 e 26 de agosto, sempre das 8h30 às 11h30. O conteúdo do Encontro é bem abrangente, já que os convidados para as mesas têm afinidades profissionais que acompanham a variedade dos temas discutidos em cada sessão. Participam tanto nomes consagrados como talentos mais atuais da narrativa gaúcha. O encontro acontecerá no Auditório do Centro de Educação e Tecnologia, no prédio B3 – Campus I – Universidade de Passo Fundo.

No primeiro dia, Flávio Ferrarini, Paulo Neves, Ismael Caneppele, Vitor Ramil e Edgar Vasques reúnem-se na discussão Escrever a cidade – assunto limite, condenação, liberdade. No dia seguinte, o foco é outro, no debate Literatura ao vivo – leituras, saraus, performances, encontros: os presentes serão Kátia Suman, Paulo Scott, Fernando Ramos e Daniel Weller. Charles Kiefer, Jane Tutikian, Luiz Antônio de Assis Brasil discutem na Quinta-feira sobre Oficinas de literatura – como são, para que existem, que futuro têm. Na derradeira sessão, sexta-feira, Sergio Faraco protagoniza um depoimento-homenagem.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Encontro da Academia


Já confirmaram presença no 4º Encontro Nacional da Academia Brasileira de Letras, os acadêmicos Domício Proença Filho (foto), Marcos Vinicius Vilaça, Nelson Pereira dos Santos, José Murilo de Carvalho, Arnaldo Niskier, Alberto Venâncio Filho e Murilo Melo Filho. Eles se reunirão durante a Jornada no período de 23 a 26 de agosto, no auditório da Faculdade de Odontologia (prédio A7), das 8h30 às 11h30.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O melhor livro é ...

Qual é o melhor livro?
Quem responde é a coordenadora das Jornadas Literárias, Tania Rösing: "O melhor livro é aquele que envolve o jovem leitor, buscando aceleração no processo de leitura para chegar ao seu final, ampliando a imaginação, a vivência de outras vidas, em outros espaços, em outros tempos... contém uma história que o leitor deseja compartilhar com outros, tecendo comentários, imaginando outros finários, outras situações para ampliar o conteúdo abordado.... aquele que consegue estimular o diálogo do leitor com outros livros, com outras histórias, com outras linguagens."

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Conferências da Programação Paralela

Já estão confirmados os dois conferencistas da Programação Paralela desta edição. O professor dr. Jacinto Nelson de Miranda Coutinho falará para os alunos da Faculdade de Direito no auditório da Faculdade. Para os estudantes da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis foi escolhido o empresário Pedro Herz, da Livraria Cultura, que tem inclusive uma filial em Porto Alegre. Não percam!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um expoente das letras portuguesas

Um dos principais destaques da 14ª Jornada Nacional da Literatura é a presença do escritor Gonçalo M. Tavares, no debate “Identidade, literatura e cultura na globalização”, no dia 24 de agosto, às 14 horas. Aos 40 anos, tem um currículo invejável: escreveu mais de 20 livros, e tem cerca de 160 traduções de suas obras pelo mundo. Como um dos principais expoentes contemporâneos da literatura em português, ele ganhou os principais prêmios: Portugal Telecom 2007, Prêmio José Saramago, Prêmio LER/Millennium BCP 2004, Prêmio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do Jornal Expresso e o Prêmio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com Investigações.
A lista é extensa e continua, mas para ter ideia da importância da prosa do escritor, vale lembrar de um comentário que ninguém menos do que José Saramago fez, na atribuição de um dos prêmios: “'Jerusalém' é um grande livro, que pertence à grande literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater!”, disse o mestre. Gonçalo nasceu em Luanda, em Angola, a atualmente vive em Portugal. Ele se dedica à prosa, assim como à poesia e à escrita de peças de teatro. Entre seus principais livros estão “Jerusalém” e “O Senhor Valéry”. Conheça mais sobre seu trabalho em seu blog: http://goncalomtavares.blogspot.com .