quinta-feira, 30 de junho de 2011
Autógrafos, filosofia e rock
A filósofa Marcia Tiburi não para de participar de eventos. No próximo sábado, dia 2 de julho, ela autografa o livro "Olho de vidro", às 11 horas, no Espaço Cultural Eletrobrás-Furnas (R. Real Grandeza, 219) no Rio de Janeiro. Já na próxima terça, dia 5, ela faz o mesmo no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo. Lá, Marcia Tiburi tem participado dos encontros Filosofia do Rock (http://afilosofiadorock.blogspot.com/), onde ela recebe um convidado diferente a cada vez para discutir a relação entre a filosofia e o rock. Zélia Duncan e Kid Vinil estão entre os participantes desses debates.
No dia 23 de agosto, ela participa do debate Literatura na era dos bits, durante a 14ª Jornada Nacional de Literatura.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Um mundo de mídias, um mundo de potencialidades
Quando se fala em convergência de mídias e em novas possibilidades na construção de narrativas, Henry Jenkins é um nome-chave: autor do livro “Cultura da Convergência”, ele é professor de comunicação, jornalismo e artes cinematográficas na Universidade do Sul da Califórnia e foi pioneiro no estudo do fenômeno do transmídia – a possibilidade de usar de diferentes meios de comunicação e tecnologias com um propósito comunicativo comum.
No próximo sábado, dia 2, o estudioso será um dos destaques da sétima edição do projeto carioca Descolagem. O evento acontece no Núcleo Avançado de Educação (NAVE) e discute a influência das tecnologias na produção e no compartilhamento de conhecimento e informação.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Jenkins menciona, entre outras coisas, o grande potencial de exploração multimídia do conteúdo do universo de Harry Potter na criação do projeto Pottermore, da escritora britânica J. K. Rowling. Um dos pontos principais de sua fala é uma espécie de “democratização criativa” possibilitada pelo transmídia: a construção de outras narrativas por fãs baseadas nas originais de um autor. Assim, aponta para a necessidade de uma revisão generalizada na política de direitos autorais no contexto atual de economia de rede. Esta mudança estaria ligada à organização também em rede da sociedade.
Mais um prêmio para Gonçalo Tavares
O escritor português Gonçalo M. Tavares, convidado da 14ª Jornada Nacional de Literatura, acaba de conquistar um novo prêmio para a sua respeitável coleção de distinções. Seu livro "Uma viagem à Índia" (LeYa, no Brasil, e Caminho, em Portugal) ganhou o Grande Prêmio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores (APE) e do Ministério da Cultura de Portugal. O título concorreu com outros 98 inscritos e o autor foi premiado com 15 mil euros. Entre uma série de outros prêmios, Gonçalo M. Tavares já foi vencedor do Portugal Telecom e Prêmio Saramago.
E fato digno de nota: recebeu um elogio do próprio José Saramago, que brincou em um discurso na atribuição de um prêmio ao livro "Jerusalém", de Gonçalo: "Jerusalém" pertence à grande literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater!". O grande talento da literatura portuguesa participará do debate "Identidade, literatura e cultura na globalização", no dia 24 de agosto, às 14 horas, no Palco de Debates.
E fato digno de nota: recebeu um elogio do próprio José Saramago, que brincou em um discurso na atribuição de um prêmio ao livro "Jerusalém", de Gonçalo: "Jerusalém" pertence à grande literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater!". O grande talento da literatura portuguesa participará do debate "Identidade, literatura e cultura na globalização", no dia 24 de agosto, às 14 horas, no Palco de Debates.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Palavra falada
Neste ano, o escritor Paulo Scott completa uma década de leituras “spoken word” – uma forma artística de falar poemas ou letras de música, geralmente com fundo musical. O gaúcho radicado no Rio de Janeiro lançou neste ano o livro “O Monstro e o Minotauro” (Ed. Dulcineia Catadora), em parceria com o quadrinista Laerte. Ele também é autor do livro de contos “Ainda orangotangos”, que foi adaptado para o cinema em 2007. Tem publicados ainda o elogiado romance de ritmo rápido “Voláteis” (Objetiva), três livros de poesia e o texto dramático “Crucial Dois Um”, que recebeu o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, em 2006.
Dentro do campo literário, cada gênero tem seu alcance e sua forma de expressar o conteúdo pretendido. Dentro dessa profusão de possibilidades estão leituras, spoken word, saraus e performances, que são expressões orais de literatura. Sobre a experiência própria nas leituras em público, Scott comenta que “escritores sempre leram seus textos em público, às vezes é possível combinar música ou vídeo, mas a palavra e a qualidade da palavra têm de prevalecer”.
O autor considera que o impacto da palavra articulada em voz alta tende a ser maior que o da escrita. Porém, ressalva: “há situações em que o texto se revela quando falado; é uma questão de sonoridade, de saber explorá-la”. Na Jornada de Literatura de Passo Fundo, discussões sobre as modalidades da literatura falada têm espaço, entre outros lugares, na mesa de debates “Literatura ao vivo – leituras, saraus, performances, encontros”. Acontecerá no dia 24 de agosto, às 8h30, e Paulo Scott participará dela, em sua primeira passagem pela Jornada. “É um dos eventos literários mais importantes do Brasil, é uma sorte poder participar deste belíssimo projeto”, declara. Agora, na contagem regressiva, falta poucos menos de dois meses para conferir.
Dentro do campo literário, cada gênero tem seu alcance e sua forma de expressar o conteúdo pretendido. Dentro dessa profusão de possibilidades estão leituras, spoken word, saraus e performances, que são expressões orais de literatura. Sobre a experiência própria nas leituras em público, Scott comenta que “escritores sempre leram seus textos em público, às vezes é possível combinar música ou vídeo, mas a palavra e a qualidade da palavra têm de prevalecer”.
O autor considera que o impacto da palavra articulada em voz alta tende a ser maior que o da escrita. Porém, ressalva: “há situações em que o texto se revela quando falado; é uma questão de sonoridade, de saber explorá-la”. Na Jornada de Literatura de Passo Fundo, discussões sobre as modalidades da literatura falada têm espaço, entre outros lugares, na mesa de debates “Literatura ao vivo – leituras, saraus, performances, encontros”. Acontecerá no dia 24 de agosto, às 8h30, e Paulo Scott participará dela, em sua primeira passagem pela Jornada. “É um dos eventos literários mais importantes do Brasil, é uma sorte poder participar deste belíssimo projeto”, declara. Agora, na contagem regressiva, falta poucos menos de dois meses para conferir.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Aprofunde-se com a Pré-Jornada
Uma das características mais marcantes da Jornada Nacional de Literatura é a chamada Pré-Jornada. Nela, formam-se grupos de dez pessoas em escolas, universidades e de outros setores, com o objetivo de ler e estudar as obras dos autores que participarão dos debates durante o encontro em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. No site da Jornada, estão disponíveis a ata e um formulário com perguntas sobre as obras escolhidas. A sugestão é que depois de respondidas essas perguntas, os grupos compartilhem as suas vivências e comentários sobre os livros nas redes sociais da 14ª Jornada: Facebook, Twitter e blog. Em grande medida, é essa leitura das obras que imprime profundidade e alto nível às discussões da Jornada.
Mergulhe nas obras também e participe da Pré-Jornada. Confira as instruções no site, assim como as obras escolhidas para serem selecionadas. Aqui no blog, também indicaremos alguns dos livros sugeridos.
Entre eles, estão dois volumes da chamada trilogia íntima da filósofa e escritora Marcia Tiburi, “Magnólia – Romance em 100 Fatos e um Voo de Inseto” e “A Mulher de Costas”, ambos da editora Bertrand Brasil. Os dois exploram o território íntimo das mulheres, em tramas que giram em torno de reflexões internas, ao invés de ações mirabolantes no cenário externo. Em “Magnólia”, de 2005, o encontro da personagem consigo mesma se dá quando ela vasculha gavetas, relê cartas e procura sinais diante da ausência de outra mulher. Já em “A Mulher de Costas”, de 2006, essa busca acontece em meio à travessia de um deserto a outro. De quebra, a autora resgata a lenda da salamanca do Jarau, ou de uma princesa moura encantada, que faz parte da mitologia gaúcha. Leia e discuta.
Mergulhe nas obras também e participe da Pré-Jornada. Confira as instruções no site, assim como as obras escolhidas para serem selecionadas. Aqui no blog, também indicaremos alguns dos livros sugeridos.
Entre eles, estão dois volumes da chamada trilogia íntima da filósofa e escritora Marcia Tiburi, “Magnólia – Romance em 100 Fatos e um Voo de Inseto” e “A Mulher de Costas”, ambos da editora Bertrand Brasil. Os dois exploram o território íntimo das mulheres, em tramas que giram em torno de reflexões internas, ao invés de ações mirabolantes no cenário externo. Em “Magnólia”, de 2005, o encontro da personagem consigo mesma se dá quando ela vasculha gavetas, relê cartas e procura sinais diante da ausência de outra mulher. Já em “A Mulher de Costas”, de 2006, essa busca acontece em meio à travessia de um deserto a outro. De quebra, a autora resgata a lenda da salamanca do Jarau, ou de uma princesa moura encantada, que faz parte da mitologia gaúcha. Leia e discuta.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Literatura interativa
O americano Nick Montfort reúne as qualidades de artista irrequieto e acadêmico prestigiado. Poeta, cientista da computação, professor associado do Massachusetts Institutde of Technology (o famoso MIT), ele criou uma série de obras de ficção interativas em novos formatos para a internet e mídias digitais. A sua participação é mais do que oportuna na 14ª Jornada, cujo tema perpassa as questões das novas mídias e redes. Ele faz a conferência "Literatura e imaginário no século 21", na programação do 10º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio Cultural, com o tema "Culturas, Leituras e Interações: das comunidades orais às redes sociais", no dia 24 de agosto, das 8h30 às 9h30, no auditório do Iceg (prédio B5), Campus I.
Em 2002, por exemplo, ele escreveu com William Gillespie "A Palindrome Story" – uma história usando os palíndromos (palavras que podem ser lidas em qualquer direção), com direito a uma versão online com um kit de palíndromos. Já em "Implementation" ele propôs uma novela impressa em folhas de adesivo, que eram distribuídas a pessoas instruídas a colarem-na em locais visíveis ao público. Neste caso, o componente online era a publicação de fotografias dos adesivos sendo instalados pelos participantes em seus novos contextos. A história foi escrita em conjunto com Scott Rettberg.
Atuante, Nick Montfort é exemplo de pesquisador que experimenta novos formatos interativos, levando a literatura a outros suportes e modalidades.
Em 2002, por exemplo, ele escreveu com William Gillespie "A Palindrome Story" – uma história usando os palíndromos (palavras que podem ser lidas em qualquer direção), com direito a uma versão online com um kit de palíndromos. Já em "Implementation" ele propôs uma novela impressa em folhas de adesivo, que eram distribuídas a pessoas instruídas a colarem-na em locais visíveis ao público. Neste caso, o componente online era a publicação de fotografias dos adesivos sendo instalados pelos participantes em seus novos contextos. A história foi escrita em conjunto com Scott Rettberg.
Atuante, Nick Montfort é exemplo de pesquisador que experimenta novos formatos interativos, levando a literatura a outros suportes e modalidades.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Encontro que influencia toda a cidade
Durante o lançamento do Circuito Nacional de Feiras de Livros, a presidente presidente do SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), Sônia Jardim, elogiou a Jornada Nacional de Literatura: “É preciso multiplicar no Brasil a experiência da Jornada Nacional de Literatura. É uma pena que ela só exista em Passo Fundo. Porque a cidade inteira vive esse encontro, que promove ações contínuas. É um exemplo que deveria ser copiado.”
Na foto, Sônia posa entre a coordenadora da Jornada, Tania Rösing, e o reitor da Universidade de Passo Fundo, José Carlos Carles de Souza. Na ponta esquerda aparece o escritor Ignácio de Loyola Brandão.
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