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terça-feira, 23 de agosto de 2011

O fenômeno dos gibis


Foto: Cláudio Tavares

Entre o diálogo com o público e o manuseio de um pincel atômico sobre folhas num cavalete, Mauricio de Sousa marcou sua presença na Jornada de Passo Fundo. O paulista de Santa Isabel falou um pouco sobre o desenho, seu processo de desenho e até demonstrou ao vivo que o criador não se esqueceu como modelar suas criaturas - ou, nas palavras dele, seus "filhos": os personagens da Turma da Mônica. Ele ainda chamou duas crianças ao palco, para que mostrassem suas habilidades. Enquanto apreciava as pequenas mãos criando formas com o pincel, observou: "adoro desenho de criança. Diz muito da personalidade, do espírito..."

Entre outras coisas, o famoso cartunista respondeu às perguntas da plateia, revelando alguns de seus projetos, como a inserção de personagens de várias regiões do Brasil e de um garoto politicamente correto ("Marcelinho") no Bairro do Limoeiro. O autor repassou a pergunta de uma pequena leitora - se deveria criar a versão adulta Turma da Mônica - à plateia... e teve resposta positivíssima! Então, provocou: "Em homenagem às Jornadas Literárias, eu vou voltar para São Paulo e conversar com meus roteiristas para ver como a gente cria este 3° patamar da Turma".

Por fim, Mauricio ainda recomendou ao público: "a melhor coisa que você tem que fazer é o que a professora Tania e o pessoal aqui falou: ler cada vez mais".

O Pai da Mônica já passou pela Jornadinha, mas tem outra participação na Jornada: após o almoço, às 14 horas, ele estará de volta ao Circo da Cultura, ao lado de Giselle Beiguelman, Marcia Tiburi, Luisa Geisler e do inglês Peter Hunt, no debate "Literatura e arte na era dos bits".

Chuva, frio, mas as crianças da Jornadinha curtiram tudo

Nem manhã chuvosa com temperatura de 9°C foi empecilho para a Jornadinha: arquibancadas lotadas prestigiaram o espetáculo da Intrépida Trupe. O espírito circense envolvia as crianças presentes, que assistiam boquiabertas às acrobacias no palco e nos telões. A trilha sonora agitada e as mudanças de luzes criavam a atmosfera para o desencadeamento da ação: encenações, palhaçadas, perseguições e artistas girando e se contorcendo junto a elásticos. Uma figura sentada num balanço ascendente e acrobatas subindo por fitas, avançando por sobre a plateia, foram o ápice da performance, fazendo com que a maior parte do público virasse o pescoço e subisse nas cadeiras, ansioso por um desfecho. Depois, foi a vez de Humberto Gessinger, vestido todo em azul, pisar novamente o picadeiro do Circo para mais uma interpretação de "Sagração da Palavra", a canção da Jornada, acompanhado em coro pela plateia.

Confira as atrações da Jornada nesta terça

A Jornada já começa a todo vapor nesta terça-feira! O Gato Gali-Leu, Natália e Mil-Faces abrem a 6ª Jornadinha, às 9 horas. Em seguida, às 10, Maurício de Sousa fala com seus pequenos leitores, logo antes do show “O elefante e a joaninha”, de Hélio Ziskind e Banda.

Além da Jornadinha, a manhã reserva boas atrações. Entre elas estão o 10º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio Cultural – que conta com personalidades como o presidente da Fundação Biblioteca Nacional e o Vice reitor da Universidade de Huelva, na Espanha -, no Auditório da Odontologia, e o 4° Encontro da Academia Brasileira de Letras, com Domício Proença Filho e Geraldo Holanda Cavalcanti.

Vale conferir o 3° Encontro Estadual de Escritores Gaúchos que traz ao Auditório do Centro de Educação e Tecnologia (prédio B3) uma discussão sobre o tratamento literário dos aspectos urbanos. Para tanto, foi escalado um grupo devidamente heterogêneo: nada menos que Flávio Ferrarini, Paulo Neves, Vitor Ramil, Edgar Vasques e o novato Ismael Caneppele .

À tarde, às 14 horas, o foco no picadeiro principal é o aguardado debate “Literatura e arte na era dos bits”, que reúne Giselle Beiguelman, Marcia Tiburi, Maurício de Sousa, Peter Hunt e Luisa Geisler (esta, vencedora do Prêmio SESC de Literatura de 2010). Ainda no mesmo local, Cid Campos apresenta sua música (19h) e o filósofo tunisiano da cibercultura, Pierre Lévy, encabeça uma conferência (20h).

Começa hoje a grande novidade da programação. É a Jornight, na Lona Vermelha, a partir das 19h30, com a participação de Elisa Lucinda com “Parem de falar mal da rotina”.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Leitura em debate com Rodrigo Lacerda


Revezando-se com Cláudio Fragata para conversar com um público jovem, na Lona Azul do Circo da Cultura, estará Rodrigo Lacerda. Responsável pela tradução de obras de autores clássicos para o português, Lacerda concilia este ofício com a publicação de obras originais nos últimos dezoito anos.

O escritor integra a programação de quinta-feira, dia 25 de agosto, da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, discutindo sobre seu primeiro romance dedicado ao público juvenil, "O Fazedor de Velhos". Publicado em 2008 pela editora Cosac Naify, o livro conquistou os prêmios Biblioteca Nacional, Fundação Nacional do Livro Infantil, Jabuti e White Ravens e foi adotado por colégios de todo o Brasil.

Sucinto em suas respostas, Lacerda acha positivo e diferente interagir com um público que com certeza já leu sua obra. Comenta que "a conversa nesses casos costuma ganhar rumos muito mais inesperados e, portanto, interessantes". O autor diz-se feliz em ter sido convidado e acredita garantir o interesse juvenil para seus livros por não subestimar sua inteligência.

Ele se encontra a partir das 14 horas com o público de estudantes do 6° ao 9° ano escolar, que julga menos propenso à paixão pelos livros, em parte pela enxurrada rotineira de informação. A dificuldade de atrair interesse pelo livro poderia ser um reflexo de que as múltiplas mídias novas "exigem menos esforço intelectual e tomam o tempo da criança e dos adultos". Talvez por isso valha a pena complementar a leitura, estendendo-a para o debate: "a experiência da leitura é, ainda, insubstituível para a expansão de nossa sensibilidade e de nossa compreensão da vida e dos outros", filosofa.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Leonardo Brasiliense traz seus contos para a Jornada


O escritor Leonardo Brasiliense participará pela primeira vez da Jornada de Passo Fundo com o livro “Whatever”, da Editora Artes e Ofícios. Ele estará na Lona Azul ao lado de Giba Assis Brasil no dia 26 de agosto, na 6ª Jornadinha Nacional de Literatura e, em seguida, autografará sua obra.

Leonardo nasceu em São Gabriel/RS, formou-se em Medicina na Universidade Federal de Santa Maria e atualmente trabalha na Receita Federal. É autor dos livros O desejo da Psicanálise (Sulina, 1999), Meu sonho acaba tarde (WS Editor, 2000), Desatino (Sulina, 2002), Adeus conto de fadas (7 Letras, 2006, Prêmio Jabuti de Melhor Livro Juvenil em 2007), Olhos de morcego (7 Letras, 2007), Whatever (Artes e Ofícios, 2009) e Três dúvidas (Companhia das Letras, 2010). Tem publicado contos, minicontos e artigos em periódicos, antologias e sites literários, e é membro da Associação Gaúcha de Escritores.

Para ele, uma das formas de levar leitura de qualidade para as crianças é indicar os clássicos infantis: “Os clássicos ajudaram a formar o imaginário das gerações anteriores. Esse elo não pode se perder. Só se constrói um grande edifício mantendo os andares de baixo, senão tudo cai, ou ele nunca vai ser alto.

Entusiasmado com a leitura previa de seu livro pelas crianças participantes da Jornadinha, o escritor disse que essa iniciativa faz muita diferença na hora da conversa: “Espero que a obra consiga falar com eles muito mais do que eu mesmo”. Seu livro tem dez contos protagonizados pelo jovem João Pedro, que parece desanimado com os estudos e com a vida. A obra retrata sua relação com a escola, os colegas e a família, além das incertezas quanto ao futuro nos últimos anos do Ensino Médio.

Sobre o tema desta edição “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”, Leonardo acredita que o problema é como utiliza-las em benefício da leitura : “Todas elas podem servir para incentivar a leitura, o que sabemos não ser a realidade hoje. Eu quero ter filhos logos e saber como incentiva-los para a leitura. Todo esse panorama me assusta.”

Para saber mais sobre o autor confira o site http://www.leonardobrasiliense.com.br) e o blog http://leonardobrasiliense.blogspot.com/).

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Esforço e recompensa da leitura

Foto: Divulgação/Natália Piserni

Às 14h do dia 25 de agosto, na Lona Azul do Circo da Cultura da Universidade de Passo Fundo, Cláudio Fragata dialogará com um público cativo: leitores de suas obras, cursando do 6° ao 9° ano escolar. Em sua primeira participação na Jornadinha, o autor deve discutir com os presentes sobre seu livro "Zé Perri", que conta sobre as várias visitas do escritor Antoine de Saint-Exupéry (autor do clássico "O Pequeno Príncipe") ao Brasil, mais especificamente a Florianópolis, quando trabalhava como piloto de avião.

Sobre as possibilidades para as crianças na conversa, Fragata diz: "Elas terão mais chances de interagir com o autor. Tirar dúvidas, matar a curiosidade, dizer o quanto gostaram (assim espero!)". A preparação para este encontro, com leitura prévia das obras em discussão no evento, foi feita ainda nas salas de aula, na Pré-Jornadinha e visa a aproximar ainda mais leitor e autor.

A respeito da necessidade de motivar nos jovens o interesse pelo livro impresso, Cláudio Fragata declara: "Não acredito que as novas mídias ameacem o livro. Não há nada parecido com um livro. Um livro será sempre um livro, algo para se manusear, folhear, olhar e mergulhar fundo em suas páginas, imaginar, voar".

Apesar da magia do livro, Fragata também pode ser lido na internet: está disponível em perfil no Facebook e em seu site oficial, que traz histórias, fotos, entrevistas e outras coisas mais aos leitores virtuais.

Ele considera importante a criação de um ambiente de leitura, que, por outro lado, não deve deixar de dividir espaço com internet, videogame, iPod etc. A proximidade do livro, seja nas mãos de parentes, seja frequentando bibliotecas e livrarias, ajuda a criar o ambiente para frutificar o hábito da leitura. Por isso, conclui: "Porque ler não é milagre. Exige esforço e estratégia. Em outras palavras, educação. Aquela que começa em casa. Não dá para passar essa responsabilidade aos professores. Eles também não fazem milagres".