quarta-feira, 27 de julho de 2011

Programação paralela recheia a Jornada

A 14ª Jornada Nacional de Literatura promove uma imersão completa em literatura. São debates, seminários, conferências, encontros para crianças, noites para jovens e uma série de conversas (confira a programação completa no site). Não bastasse tudo isso, há ainda uma intensa programação paralela, que anima diversos espaços de Passo Fundo com espetáculos, saraus, oficinas e, é claro, conversas sobre literatura.

As companhias teatrais Teatro De Pernas Pro Ar, Povo da rua, Teatro Novo e Bando de Brincantes entram em cena no Circo da Cultura e no Auditório do Centro de Eventos: O primeiro grupo apresenta "Cortejo espetáculo: banda circense", às 12 e às 17 horas, entre 23 e 26 de agosto. Já a companhia Povo da Rua mostra o espetáculo “A Caravana da Ilusão” nos dias 25 e 26, às 12h45. A Cia. de Teatro Novo, por sua vez, encena "Criança Pensa", às 12h30, ao passo que o Bando de Brincantes apresenta "Jogos de inventar, cantar e dançar", às 15h30, ambas as peças nos dias 23 e 24.

Já no dia 23 de agosto, às 19h30, Pedro Herz (na foto), o diretor da Livraria Cultura fala sobre as perspectivas de negócios do livro, no Auditório de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis. Os amantes do livro emblemático “O Estrangeiro”, de Albert Camus, terão duas chances para acompanhar uma conversa exclusivamente dedicada ao assunto com Jacinto Nelson de Miranda, no dia 25, no Auditório da Faculdade de Direito, às 8h30 e às 19h30.

Os cafés literários, mais informais, acontecem nos dias 23, 24 e 25, sempre às 17 horas, no Centro de Convivência da Universidade de Passo Fundo. Deles, participarão Vitor Ramil, o futuro vencedor do 7° Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura (divulgado no dia 22, na abertura da Jornada) e Marco Lucchesi. Os bate-papos com os autores se estendem a outros espaços: no Auditório do Centro de Eventos, o público poderá encontrar o escritor e criador de games Christopher Karstesmidt, assim como Flávia Lins e Silva e Maria Tereza Maldonado. Por outro lado, toda a vivacidade das histórias contadas oralmente poderá ser conferida nas sessões com Cibele de Costa Hubner, na quarta-feira, 24 de agosto, no Laboratório Central de Informática.

Além disso, a programação paralela oferecerá, entre terça e quinta-feira, oficinas relacionadas à tecnologia e ao cinema. Haverá também uma Feira do Livro no Centro de Cultura Popular, com lançamentos de livros e autógrafos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Paixão pelas Letras

O carioca Domício Proença Filho dedicou sua vida ao ensino da Língua Portuguesa. Atual ocupante da cadeira 28 da Academia Brasileira de Letras desde março de 2006, ele é um dos imortais participantes do 4° Encontro Nacional da ABL. Ao lado do acadêmico Evanildo Bechara (escalado para substituir Marcos Vinicios Vilaça), ele estará no Auditório do Instituto de Ciências Exatas e Geociência (Iceg), da Universidade de Passo Fundo. O encontro entre os dois cânones acontece no dia 23 de agosto, às 8h30, e merece ser conferido.

Nascido em 1936, Domício lecionou em instituições de ensino fundamental, médio e superior. É Professor titular emérito de literatura brasileira na Universidade Federal Fluminense (UFF) e também reconhecido internacionalmente: ministrou cursos de Literatura Brasileira, na condição de professor titular convidado, nas universidades alemãs de Tübingen, Aachen e Colônia. Também já participou do Júri do Prêmio Camões, láurea maior da literatura lusófona.

Além disso, é um escritor prolífico: tem 55 obras de sua autoria, principalmente de conteúdo ensaístico e crítico e também títulos didáticos e paradidáticos, voltados à língua portuguesa e à literatura. Entretanto, isso não impediu que ele enveredasse também pelos caminhos da poesia e da ficção. Neste plano está o livro "Capitu - Memórias Póstumas", um de seus livros mais recentes. Trata-se de um romance original, escrito a partir de "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Escrito sob a ótica de uma das personagens mais famosas da Literatura Brasileira, este texto foi adaptado para leitura dramática da atriz Fernanda Montenegro.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Conversa paralela com Flávia Lins e Silva


No dia 23 de agosto a 6ª Jornadinha inicia suas atividades. Na programação constam várias conversas entre jovens leitores e autores e apresentações musicais. Além de uma semana inteira praticamente dedicada aos diálogos, parte da programação paralela está reservada a eles. E o encontro inaugural é com Flávia Lins e Silva.

Flávia é documentarista, roteirista e escritora. Já escreveu para o cinema e para a televisão e é autora de mais de dez livros para crianças e jovens, dos quais sobressaem "O Iglu", "Diário de Pilar na Grécia" e "Mururu no Amazonas". Este último título foi incorporado por acervos literários internacionais como a do Congresso Americano, da Biblioteca Nacional de Paris e da White Raven.

Entusiasmada com a participação, ela estará nos dias 23 e 24 de agosto, às 14h30, no Auditório do Centro de Eventos da Universidade de Passo Fundo. Suas expectativas diante de interlocutores que leram sua obra não poderiam ser melhores: "vira uma conversa de verdade, com pessoas que certamente têm perguntas interessantes a fazer e não um simples 'encontro social'".

Jogos de palavra, algumas imagens e, é claro, uma narrativa interessante são os principais recursos tidos pela autora como capazes de criar interesse pela leitura no público infanto-juvenil. Além disso, acha que as novas mídias podem ser de grande ajuda para alcançar este objetivo. Aludindo aos livros digitais - que estão "na mesma mídia dos jogos" -, ela diz também ter assimilado uma dinâmica de publicação digital: "mantenho o blog da Pilar sempre com várias informações sobre livros e as crianças comentam os livros sugeridos. Muito bacana". Aliás, além do blog da Pilar - diário de sua principal personagem, cuja simpática boneca ilustra esta postagem - , a autora também pode ser encontrada em seu site oficial.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Leitura em debate com Rodrigo Lacerda


Revezando-se com Cláudio Fragata para conversar com um público jovem, na Lona Azul do Circo da Cultura, estará Rodrigo Lacerda. Responsável pela tradução de obras de autores clássicos para o português, Lacerda concilia este ofício com a publicação de obras originais nos últimos dezoito anos.

O escritor integra a programação de quinta-feira, dia 25 de agosto, da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, discutindo sobre seu primeiro romance dedicado ao público juvenil, "O Fazedor de Velhos". Publicado em 2008 pela editora Cosac Naify, o livro conquistou os prêmios Biblioteca Nacional, Fundação Nacional do Livro Infantil, Jabuti e White Ravens e foi adotado por colégios de todo o Brasil.

Sucinto em suas respostas, Lacerda acha positivo e diferente interagir com um público que com certeza já leu sua obra. Comenta que "a conversa nesses casos costuma ganhar rumos muito mais inesperados e, portanto, interessantes". O autor diz-se feliz em ter sido convidado e acredita garantir o interesse juvenil para seus livros por não subestimar sua inteligência.

Ele se encontra a partir das 14 horas com o público de estudantes do 6° ao 9° ano escolar, que julga menos propenso à paixão pelos livros, em parte pela enxurrada rotineira de informação. A dificuldade de atrair interesse pelo livro poderia ser um reflexo de que as múltiplas mídias novas "exigem menos esforço intelectual e tomam o tempo da criança e dos adultos". Talvez por isso valha a pena complementar a leitura, estendendo-a para o debate: "a experiência da leitura é, ainda, insubstituível para a expansão de nossa sensibilidade e de nossa compreensão da vida e dos outros", filosofa.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A escrita de Luiz Antonio Aguiar



Roteirizar histórias em quadrinhos e pocket books de faroeste foi, por muito tempo, a atividade profissional do carioca Luiz Antonio Aguiar. Hoje em dia, expandiu fronteiras: escreve livros para leitores adolescentes, fundou e codirige a AEILIJ - Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil - e é sócio da Veio Libri Produções Literárias.

Ele corre o país fazendo palestras e dialogando com leitores; assim, é apropriadamente um dos autores convidados da 6ª Jornadinha: participa de uma conversa com o público na Lona Amarela do Circo da Cultura da Universidade de Passo Fundo. O encontro acontece na quinta-feira, dia 25 de agosto a partir das 14 horas.

Na ocasião, os alunos de 6° ao 9° ano escolar terão a oportunidade de discutir livros como "Quem matou o livro policial?", leitura recomendada para os participantes da Pré-Jornadinha.

Na produção de Luiz Antonio Aguiar destacam-se vários livros referentes a Machado de Assis, entre eles uma adaptação de "O Alienista" e um almanaque sobre o autor. Premiado nacional e internacionalmente, Aguiar recebeu, pelo livro "Confidências de um pai pedindo arrego", o Prêmio Jabuti de 1994, bem como a Menção AltamenteRecomendáveis pela FNLIJ. Também mereceram a Menção outras obras, como a coletânea de contos "Eles são sete", "O fantasma do Barão de Munchausen", "Contos de Copacabana" e muitas outras.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A magia dos contadores de histórias


O escritor, ilustrador, contador de histórias e especialista em Literatura Infanto Juvenil Celso Sisto é o idealizador do II Seminário Internacional de Contadores de Histórias de 23 a 26 de agosto na Jornada de Passo Fundo. Este ano haverá o lançamento do livro “A história fora do papel: a oralidade e o espetáculo” que é o resultado do seminário anterior. Para esta edição estão confirmados Niré Collazo (Uruguai), Cristina Taquelin (Portugal), Elvira Novell (Espanha) e os nacionais Jonas Ribeiro, Augusto Pessoa,Tino Freitas, além do próprio Sisto.

Um bom contador de histórias é sempre uma ponte para levar o ouvinte até o livro, garante Sisto: “Neste seminário iremos discutir, sublinhar, conhecer experiências de atuação de contadores brasileiros e estrangeiros nos mais variados espaços: na sala de aula, na biblioteca, nos espaços comunitários (clubes, igrejas, câmaras de vereadores, prefeituras, salões, praças, museus, teatros, etc.). A pergunta principal do nosso seminário deste ano é: os espaços de atuação dos contadores de histórias exigem repertório, abordagens, metodologias de trabalho e de atuação diferentes?

Esses profissionais vêm ganhando cada vez mais espaço e relevância na formação de uma rede de agentes de cultura. Sisto mostra como os contadores de histórias podem contribuir com o encantamento: “Ninguém resiste ao fascínio de uma história bem contada. Uma história que toca o ouvinte, que desperta seu interesse, vai também suscitar o desejo de mais histórias. Vai dar vontade de ir até o livro, vai dar vontade de contar para os outros. Vai ficar ecoando lá dentro até se misturar com a própria história do ouvinte. Vai contribuir para o desvendamento do mundo, para a inventividade, para a criação, para a ampliação das capacidades expressivas. Enfim, essa cadeia começa no contador de histórias”.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O bom vírus da leitura, segundo Heloisa Seixas



A escritura de Heloisa Seixas não se prende a faixas etárias. Autora versátil, ela tem sete livros de literatura adulta publicados, quatro romances e três de contos, e até mesmo um de não-ficção. Mas também escreveu um livro infantil, “Histórias de bicho feio” (Companhia das Letrinhas, 2006) e outros para jovens como “Frenesi” (Rocco, 2006), com contos de terror; “Uma ilha chamada livro” (Record, 2009), com crônicas sobre ler e escrever; e “O prazer de ler” (Casa da Palavra, 2011), sobre leitura. Durante a 6ª Jornadinha, será discutido o seu livro “Contos mais que mínimos” (Tinta Negra, 2010), que contém minicrônicas, destinado a jovens adultos. Ela estará presente no dia 26 de agosto, das 14 horas às 16h30 na Lona Verde.

Em sua opinião, o mais importante é mostrar que ler é um prazer, e não uma obrigação. “É importante levar livros para as crianças, sejam clássicos ou não. Quando se consegue inocular nos jovens o vírus da leitura, isso fica como algo eterno, que não se apaga.”

Também acredita que a tecnologia possa ser uma aliada da leitura, quando bem empregada. “Você pode ler um clássico da Jane Austen num Ipad e ele continuará sendo um clássico da Jane Austen. E, mesmo com toda a informação disponível, o livro será sempre atraente para o jovem - pois só ele permite que o leitor seja coautor e não um mero espectador.”