quinta-feira, 7 de julho de 2011
Como a internet afeta a leitura
Em todas as suas formas, as discussões sobre a literatura estarão presentes na 14ª Jornada Nacional de Literatura. Não apenas nos debates, como também em seminários e conferências que vão reunir alguns dos principais acadêmicos e pensadores do mundo. Um exemplo é o 10º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura, que tem conferências como “A leitura: estudos em rede”. Ela acontece no dia 24 de agosto, das 9h30 às 11h30, no Auditório do Iceg (prédio B5). O acadêmico espanhol Ramón Pérez Parejo, da Universidade de Extremadura, participa da discussão ao lado de Gabriel Nuñez Ruiz, da Universidade de Almería na Espanha, e José Soto Vásquez, também da Universidade de Extremadura. Entre as linhas de investigação de Ramón, estão a didática da língua e a literatura infantil e juvenil.
Doutor em Filologia Hispânica, Ramón tem muitos ensaios publicados em livro, como “Metapoesía y ficción: claves de una renovación poética (Generación del 50-novísimos)”. Com a sua experiência de 15 anos como professor, como acha que devam se envolver os jovens no hábito prazeroso da leitura? “Devemos incentivá-los de maneiras diferentes. Com textos curtos e adequados à idade, bibliotecas, variedade de leituras, participação ativa do aluno, paixão por parte do professor, oficinas de literatura. Mas não há uma receita.”
Durante a sua participação na Jornada, Ramón pretende discutir o tema da relação entre as redes sociais da internet e a leitura. “Baseando-me em diversos indicadores, defendo que quando as leituras se fazem exclusivamente pela internet elas se tornam mais superficiais. Isso porque o leitor está sendo continuamente interrompido por banners de publicidade, alertas, etc. A própria mente se torna mais superficial.” Vale acompanhar essa discussão durante a Jornada.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Quando palavra e ação caminham juntas
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| Foto: Marcos Zaratti/ DIVULGAÇÃO |
Affonso Romano de Sant’Anna tem o dom de unir a palavra à ação. Com uma produção diversificada, pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca como teórico, poeta, cronista, professor, administrador cultural e jornalista. Durante a 14ª Jornada Nacional de Literatura, ele participa de um dos principais debates, “Formação do leitor Contemporâneo”, juntamente com dois pensadores e artistas argentinos de alto calibre: Beatriz Sarlo e Alberto Manguel. Uma boa novidade: Affonso lança o livro “Ler o Mundo” durante a 14ª Jornada.
Em meio a seu extenso currículo de suma importância para a literatura, ele é autor de mais de 50 obras. Participante dos movimentos de vanguarda poética nas décadas de 50 e 60, publicou o seu primeiro livro em 1962, “Canto e Palavra”. Três anos mais tarde, passou a lecionar na Universidade de Los Angeles. Já em 1968 fez parte do Programa Internacional de Escritores da Universidade de Iowa, que reuniu 40 escritores de todo o mundo.
Ele também ministrou cursos na Universidade de Köln (Alemanha), Universidade do Texas (EUA), Universidade de Aarhus (Dinamarca), Universidade Nova (Portugal) e Universidade de Aix-en-Provence (França). Foi cronista do Jornal do Brasil e O Globo. Atualmente, escreve para O Estado de Minas e Correio Brasiliense. Como artista e intelectual, uniu a palavra e a ação em sua trajetória.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Para ensinar a ler, leia
O debate “A literatura além do verbal” vai colocar em pauta um tema interessante do universo da literatura infantil: os novos formatos que vêm sendo apresentados nos livros, com diversas possibilidades gráficas. O escritor, professor e acadêmico Gustavo Bernardo é um dos debatedores, ao lado de Múrcia Martha Monteiro - Sieburth, da Holanda, Darcia Labrosse, do Canadá, Fanuel Díaz, da Colômbia, e Roger Mello, do Brasil. Eles se reúnem no dia 24 de agosto, das 8h30 às 11h30, no Auditório do Hospital Veterinário, no Campus I da Universidade de Passo Fundo, como parte da programação da 14ª Jornada Nacional de Literatura.
Carioca, Gustavo concilia a atividade acadêmica com a veia literária. Ele é Mestre em Literatura Brasileira e Doutor em Literatura Comparada. Atua como professor de Teoria da Literatura, coordenador do Mestrado em Teoria da Literatura e Procientista na UERJ, além de ser pesquisador do CNPq. Por outro lado, também tem um currículo invejável de literatura: publicou um livro de poemas e dez romances, além de dez ensaios e de ter organizado sete coletâneas. Para 2011, a editora Annablume prepara a publicação da coletânea “A filosofia da ficção de Vilém Flusser”.
Em sua opinião, um dos principais entraves para a leitura entre crianças e jovens são os exemplos fracos. “São pais que não leem e professores que, embora mandem ler, também não leem regularmente e apaixonadamente”, comenta. Assim como acontece na Jornada Nacional de Literatura, ele considera os encontros entre professores e escritores essenciais como modo de envolve-los na magia da leitura, assim como a melhoria dos salários. “Esses encontros são até mais importantes do que aqueles entre escritores e alunos. Deveríamos nos dedicar a estimular primeiro os professores, se são eles que estão no dia a dia ensinando os alunos.” Nesse contexto, o interesse das crianças e jovens pelas redes sociais da internet poderia até servir como estímulo para a leitura. “Com as redes sociais e a internet eles se escrevem, eles se leem, e ainda têm a oportunidade de trocar leituras. Pais e professores é que precisam se antenar com seus filhos e alunos, sem deixar de ler (muito!) e mostrar para eles o que estão lendo.”
Carioca, Gustavo concilia a atividade acadêmica com a veia literária. Ele é Mestre em Literatura Brasileira e Doutor em Literatura Comparada. Atua como professor de Teoria da Literatura, coordenador do Mestrado em Teoria da Literatura e Procientista na UERJ, além de ser pesquisador do CNPq. Por outro lado, também tem um currículo invejável de literatura: publicou um livro de poemas e dez romances, além de dez ensaios e de ter organizado sete coletâneas. Para 2011, a editora Annablume prepara a publicação da coletânea “A filosofia da ficção de Vilém Flusser”.
Em sua opinião, um dos principais entraves para a leitura entre crianças e jovens são os exemplos fracos. “São pais que não leem e professores que, embora mandem ler, também não leem regularmente e apaixonadamente”, comenta. Assim como acontece na Jornada Nacional de Literatura, ele considera os encontros entre professores e escritores essenciais como modo de envolve-los na magia da leitura, assim como a melhoria dos salários. “Esses encontros são até mais importantes do que aqueles entre escritores e alunos. Deveríamos nos dedicar a estimular primeiro os professores, se são eles que estão no dia a dia ensinando os alunos.” Nesse contexto, o interesse das crianças e jovens pelas redes sociais da internet poderia até servir como estímulo para a leitura. “Com as redes sociais e a internet eles se escrevem, eles se leem, e ainda têm a oportunidade de trocar leituras. Pais e professores é que precisam se antenar com seus filhos e alunos, sem deixar de ler (muito!) e mostrar para eles o que estão lendo.”
segunda-feira, 4 de julho de 2011
O artista gráfico Edgar Vasques participa de debate na 14ª Jornada
É a dinâmica dos quadrinhos que mais tem sido associada à produção de Edgar Vasques. Mais conhecido como autor de charges e quadrinhos, seus trabalhos mais famosos são a versão em quadrinhos de “O Analista de Bagé”, de Luis Fernando Veríssimo e a personagem Rango, um esfomeado morador do lixo, que, em suas tirinhas, lida com mazelas sociais nacionais. Rango foi criado durante a ditadura militar, num esforço do autor em abordar temas da fome e da miséria no Brasil. A concepção da personagem resultou da convivência rotineira do artista com a pobreza, morando na região central de Porto Alegre. Mas Vasques também atua como chargista, jornalista, quadrinista e ilustrador, além de ter sido co-fundador da L&PM Editores.
Ele vai falar sobre essa ampla experiência no 3º Encontro Estadual de Escritores Gaúchos, no debate “Escrever a cidade – assunto, limite, condenação e liberdade”, que acontece no dia 23 de agosto, das 8h30 às 11h30, no Auditório do Centro de Educação e Tecnologia (prédio B3), Campus 1 da Universidade de Passo Fundo. Participam também os escritores Flávio Ferrarini, Paulo Neves, Ismael Caneppele e Vitor Ramil.
No passado, Vasques teve trabalhos publicados em veículos como “Playboy“ e “O Pasquim” e foi um dos fundadores da GRAFAR – Grafistas Associados do Rio Grande do Sul, nos anos 1980. Esta é uma associação aberta e informal, que existe até hoje e que desenvolve a união e o fortalecimento da categoria dos artistas gráficos no estado.
Atualmente, Vasques contribui com charges para periódicos como o jornal digital Todo Dia Online e também mantém atualizado o Blogaleria, seu site pessoal. Também lançou no ano passado, juntamente a Flávio Braga, uma versão em quadrinhos do romance “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, pela Editora Desiderata.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Imprensa em movimento
Um dos destaques da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo deste ano é a conferência “A comunicação do impresso ao digital”, dia 25 de agosto. Este encontro contará com a presença de quatro debatedores: o editor de Novas Plataformas da Folha de S.Paulo, Roberto Dias, o editor de O Estado de S. Paulo, Rinaldo Gama, o editor executivo de Plataforma Digitais de O Globo, Pedro Doria e o diretor de produto do Jornal Zero Hora, Marcelo Rech. Mediado por Ignácio de Loyola Brandão, Alcione Araújo e Luciana Savaget, o tema geral desta edição da Jornada é “Literatura entre nós: redes, linguagens e mídias”.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Autógrafos, filosofia e rock
A filósofa Marcia Tiburi não para de participar de eventos. No próximo sábado, dia 2 de julho, ela autografa o livro "Olho de vidro", às 11 horas, no Espaço Cultural Eletrobrás-Furnas (R. Real Grandeza, 219) no Rio de Janeiro. Já na próxima terça, dia 5, ela faz o mesmo no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo. Lá, Marcia Tiburi tem participado dos encontros Filosofia do Rock (http://afilosofiadorock.blogspot.com/), onde ela recebe um convidado diferente a cada vez para discutir a relação entre a filosofia e o rock. Zélia Duncan e Kid Vinil estão entre os participantes desses debates.
No dia 23 de agosto, ela participa do debate Literatura na era dos bits, durante a 14ª Jornada Nacional de Literatura.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Um mundo de mídias, um mundo de potencialidades
Quando se fala em convergência de mídias e em novas possibilidades na construção de narrativas, Henry Jenkins é um nome-chave: autor do livro “Cultura da Convergência”, ele é professor de comunicação, jornalismo e artes cinematográficas na Universidade do Sul da Califórnia e foi pioneiro no estudo do fenômeno do transmídia – a possibilidade de usar de diferentes meios de comunicação e tecnologias com um propósito comunicativo comum.
No próximo sábado, dia 2, o estudioso será um dos destaques da sétima edição do projeto carioca Descolagem. O evento acontece no Núcleo Avançado de Educação (NAVE) e discute a influência das tecnologias na produção e no compartilhamento de conhecimento e informação.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Jenkins menciona, entre outras coisas, o grande potencial de exploração multimídia do conteúdo do universo de Harry Potter na criação do projeto Pottermore, da escritora britânica J. K. Rowling. Um dos pontos principais de sua fala é uma espécie de “democratização criativa” possibilitada pelo transmídia: a construção de outras narrativas por fãs baseadas nas originais de um autor. Assim, aponta para a necessidade de uma revisão generalizada na política de direitos autorais no contexto atual de economia de rede. Esta mudança estaria ligada à organização também em rede da sociedade.
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