sexta-feira, 24 de junho de 2011

Literatura interativa

O americano Nick Montfort reúne as qualidades de artista irrequieto e acadêmico prestigiado. Poeta, cientista da computação, professor associado do Massachusetts Institutde of Technology (o famoso MIT), ele criou uma série de obras de ficção interativas em novos formatos para a internet e mídias digitais. A sua participação é mais do que oportuna na 14ª Jornada, cujo tema perpassa as questões das novas mídias e redes. Ele faz a conferência "Literatura e imaginário no século 21", na programação do 10º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio Cultural, com o tema "Culturas, Leituras e Interações: das comunidades orais às redes sociais", no dia 24 de agosto, das 8h30 às 9h30, no auditório do Iceg (prédio B5), Campus I.

Em 2002, por exemplo, ele escreveu com William Gillespie "A Palindrome Story" – uma história usando os palíndromos (palavras que podem ser lidas em qualquer direção), com direito a uma versão online com um kit de palíndromos. Já em "Implementation" ele propôs uma novela impressa em folhas de adesivo, que eram distribuídas a pessoas instruídas a colarem-na em locais visíveis ao público. Neste caso, o componente online era a publicação de fotografias dos adesivos sendo instalados pelos participantes em seus novos contextos. A história foi escrita em conjunto com Scott Rettberg.

Atuante, Nick Montfort é exemplo de pesquisador que experimenta novos formatos interativos, levando a literatura a outros suportes e modalidades.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Encontro que influencia toda a cidade



Durante o lançamento do Circuito Nacional de Feiras de Livros, a presidente presidente do SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), Sônia Jardim, elogiou a Jornada Nacional de Literatura: “É preciso multiplicar no Brasil a experiência da Jornada Nacional de Literatura. É uma pena que ela só exista em Passo Fundo. Porque a cidade inteira vive esse encontro, que promove ações contínuas. É um exemplo que deveria ser copiado.”

Na foto, Sônia posa entre a coordenadora da Jornada, Tania Rösing, e o reitor da Universidade de Passo Fundo, José Carlos Carles de Souza. Na ponta esquerda aparece o escritor Ignácio de Loyola Brandão.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Quando literatura e jornalismo se encontram

Sobram exemplos de escritores que também atuavam como jornalistas: Graciliano Ramos e Ernest Hemingway são apenas dois exemplos. Edney Silvestre engrossa esse time e reforça que não consegue ver fronteiras entre jornalismo e literatura. “Eu escrevo. Ponto. Escrever é meu prazer e meu caminho. Os meios é que são diversos.” Ele participa do debate “Diálogos, mídias e convergências”, que vai discutir exatamente a relação entre as mídias e a literatura, no dia 25 de agosto, às 14 horas, durante a 14ª Jornada Nacional de Literatura. É a sua primeira vez na Jornada. “Estou interessadíssimo”, fala, entusiasmado.

Jornalista, escritor, roteirista, produtor e apresentador de televisão, Edney arrebatou público e crítica com a sua estreia no formato romance literário. “Se eu fechar os olhos agora” ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Romance de 2010 e o Prêmio São Paulo de Literatura Categoria Estreante. Repleto de referências ao cenário político e cultural, o livro transita por diferentes gêneros como o policial e o histórico. Tudo começa quando dois garotos encontram o corpo de uma mulher morta. A partir daí, eles decidem investigar por conta própria – e têm suas vidas transformadas para sempre.

No jornalismo, a carreira de Edney não é menos bombástica: foi correspondente da TV Globo por mais de dez anos em Nova York. Lá, entre as inúmeras matérias, foi o primeiro jornalista brasileiro a chegar no World Trade Center no 11 de setembro de 2001. Mas foi a leitura que o comoveu desde a infância. Ele passava o tempo todo lendo, devorando o que havia na biblioteca da cidade de Valença, no Rio de Janeiro, onde nasceu em 1950. Bons autores, por sinal, como Jack London, Machado de Assis e Thomas Mann. Aos 14 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro.

Aprendeu inglês sozinho e passou a traduzir livros. “Aos dezoito anos, me sustentava traduzindo desde histórias de caubóis, para a editora Ebal, até 'Fundamentos de Filosofia', de Fiodor Afanasiev”, conta. Depois disso, trabalhou como jornalista em revistas como a Manchete, Cruzeiro e O Globo. Depois, se transferiu para a TV Globo. Mais recentemente, ele apresentava o programa Milênio, da Globo News, com entrevistas em profundidade, e hoje comanda o programa sobre literatura, “Espaço Aberto”, na mesma emissora. No meio tempo, publicou uma série de livros jornalísticos como “Contestadores” (entrevistas, 2003, Editora Francis); “Outros tempos” (com crônicas e memórias, 2002, Record); “Dias de cachorro louco” (crônicas, 1995, Record); “Grandes entrevistas do Milênio” (Ed. Globo – 2009). E não há mesmo diferença entre o jornalismo e a literatura? “Eu sempre escrevi, desde seis anos de idade. Por que eu escrevo e escrevi, tornei-me jornalista. Eu nunca nunca vi, nem conseguirei ver, essa separação entre escritas.”

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Presidente do Banrisul é convidado a participar da 14ª Jornada



O presidente do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul), Túlio Zamin, foi convidado a participar da 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo. A idealizadora e coordenadora da Jornada, Tania Rösing, e o reitor da Universidade de Passo Fundo (UPF), José Carlos Carles de Souza, estiveram reunidos com Zamin e com a supervisora executiva do banco, Marinês Bilhar, em Porto Alegre, na última quinta-feira.

Além de convidarem o presidente para a sessão solene de abertura da Jornada, que acontece em 22 de agosto, o grupo da UPF também reforçou o pedido de apoio financeiro para a viabilização da Jornada, pois o Banrisul é um antigo parceiro na realização do evento. Zamin destacou a importância da parceria mantida com as Jornadas Literárias. Afinal, o objetivo maior do encontro que acontece no final de agosto é justamente a formação de leitores.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ação durante o ano todo



Fabiano dos Santos Piúba, diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, considera que a Jornada de Passo Fundo é uma referência e um dos eventos mais estruturados na promoção do livro e da leitura: “As Jornadas Literárias têm uma programação de qualidade, mas o melhor é que geram ação contínua o ano todo. Por isso, o Ministério da Cultura apoia as Jornadas, elas representam um efetivo trabalho em parceria com a Biblioteca Nacional. Realizar as Jornadas há 30 anos é um grande exemplo de formulação de política pública voltada para a cultura, que deveria ser seguido por outras cidades."

Na foto, ele aparece sorrindo entre o escritor Ignácio de Loyola Brandão e o reitor da Universidade de Passo Fundo, José Carlos Carles de Souza. No canto esquerdo está a professora Tania Rösing, idealizadora e coordenadora da Jornada Nacional de Literatura.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Exemplo para o País



Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, elogiou a Jornada Nacional de Literatura durante o lançamento do Circuito Nacional de Feiras de Livros, que aconteceu ontem em São Paulo: “A Jornada Nacional de Literatura é seguramente uma das ações mais importantes do País. Não apenas regionalmente, mas por ter consolidado o papel dos encontros literários que conseguem gerar atividades permanentes. A Jornada mostrou a todo o País que isso é possível.”

Na foto, ele aparece sorrindo entre a coordenadora das Jornadas, Tania Rösing, e o escritor Ignácio de Loyola Brandão. Na ponta esquerda está o reitor da Universidade de Passo Fundo, José Carlos Carles de Souza.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O encontro com a Ministra da Cultura



Com o seu entusiasmo e humor característicos, a idealizadora e coordenadora da Jornada Nacional de Literatura, a professora Tania Rösing, aproveitou o evento de lançamento do Circuito Nacional de Feiras de Livros, na Cinemateca de São Paulo, para convidar a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, a visitar a 14ª Jornada Nacional de Literatura. Da comissão da Jornada, estavam presentes também o reitor da Universidade de Passo Fundo, José Carlos Carles de Souza, e o escritor Ignácio de Loyola Brandão.

Tania presenteou a Ministra Ana com uma das canecas especiais criadas pelo cartunista Paulo Caruso para a Jornada. “Trouxe esta do ano em que o Chico Buarque ganhou o prêmio Zaffari Bourbon”, disse a professora. “E o Paulo me contou que desenhou o Chico feio na caneca como forma de se vingar por ele sempre ficar com as mulheres mais bonitas”, brincou.

Ouvindo os comentários do escritor Ignácio de Loyola Brandão sobre a Jornada, que disse ser “lindo ver seis mil pessoas no público para ouvirem um escritor, e as pequenas lonas para crianças”, a Ministra comentou que é “importante e fundamental o estímulo à leitura”. A professora Tania então reforçou o convite, dizendo que “são 30 anos de luta da Jornada”, e que a presença da ministra seria muito importante.

No evento de presenças ilustres da área de literatura, a Jornada foi citada pelos presentes como um exemplo a ser seguido pelo País. O evento lançou o Circuito Nacional de Feiras de Livros – uma iniciativa da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e da Fundação Biblioteca Nacional (Ministério da Cultura) – que visa beneficiar as feiras de livros que já existem e incentivar a criação de novos eventos através de renúncia fiscal de 100% para patrocinadores, pela Lei Rouanet; o incentivo da Caravana dos Escritores, levando autores conhecidos e novatos a várias cidades; seminários de formação de mediadores como bibliotecários e professores e apoio às bibliotecas, entre outras medidas.