O amor pelos livros atravessou gerações na família de Pedro Herz, o presidente administrativo e proprietário da Livraria Cultura. Os pais, de origem alemã, vieram ao Brasil fugindo do nazismo. E foi justamente com eles que Pedro aprendeu o valor dos livros – tanto emotivo como financeiro.
Afinal, a grande biblioteca que chegou a abarrotar a casa da família, virou uma fonte de renda. A mãe dele, Eva Herz, passou a emprestar os livros, e depois alugá-los. O sucesso era tamanho que às vezes havia fila de três anos para alugar um título. “Minha mãe comprava livros em alemão e os alugava para a colônia de língua alemã. Eram edições bem acabadas, diferentes das brasileiras feitas na época”, contou Pedro ao blog da editora Cosac Naify. “Foi assim que meus pais, que não tinham experiência comercial, abriram a biblioteca circulante, na alameda Lorena, em São Paulo.”
O próximo passo foi a abertura da primeira loja no Conjunto Nacional, em São Paulo, em 1969. Desde essa época, Pedro está à frente da empresa. Ele ampliou o negócio familiar conjugando propósitos comerciais e culturais, como diz o nome do empreendimento. Com cafés e teatros, hoje a Livraria Cultura tem 11 lojas espalhadas pelo País, cinco apenas na capital paulista. Para o segundo semestre deste ano, existe a previsão de abertura de mais duas unidades no Rio de Janeiro. Atualmente, Pedro divide a administração das lojas com os filhos Sergio e Fabio Herz – e com Maria Cecília Cares. Prova que o amor pelos livros continua circulando na família.
E é exatamente sobre a vocação empreendedora que ele fala no dia 23 de agosto, às 19h30, para os alunos, no Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis, dentro da programação paralela da 14ª Jornada Nacional de Literatura.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Affonso Romano participa de debate na 14ª Jornada
No dia 26 de agosto, o Palco de Debates sediará a discussão “Formação do leitor contemporâneo”. Ao lado de Beatriz Sarlos e Alberto Manguel, o escritor e professor Affonso Romano de Sant'Anna vai debater o assunto. Em meio a seu extenso currículo de suma importância para a literatura, ele é autor de mais de 50 obras.
Participante dos movimentos de vanguarda poética nas décadas de 50 e 60, Affonso publicou o seu primeiro livro em 1962, “Canto e Palavra”. Três anos mais tarde, passou a lecionar na Universidade de Los Angeles. Já em 1968 fez parte do Programa Internacional de Escritores da Universidade de Iowa, que reuniu 40 escritores de todo o mundo.
Ele também ministrou cursos na Universidade de Köln (Alemanha), Universidade do Texas (EUA), Universidade de Aarhus (Dinamarca), Universidade Nova (Portugal) e Universidade de Aix-en-Provence (França). Foi cronista do Jornal do Brasil e O Globo. Atualmente, escreve para O Estado de Minas e Correio Brasiliense.
Participante dos movimentos de vanguarda poética nas décadas de 50 e 60, Affonso publicou o seu primeiro livro em 1962, “Canto e Palavra”. Três anos mais tarde, passou a lecionar na Universidade de Los Angeles. Já em 1968 fez parte do Programa Internacional de Escritores da Universidade de Iowa, que reuniu 40 escritores de todo o mundo.
Ele também ministrou cursos na Universidade de Köln (Alemanha), Universidade do Texas (EUA), Universidade de Aarhus (Dinamarca), Universidade Nova (Portugal) e Universidade de Aix-en-Provence (França). Foi cronista do Jornal do Brasil e O Globo. Atualmente, escreve para O Estado de Minas e Correio Brasiliense.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Literatura sem fronteiras
A poesia pode combinar com crítica e pensamento analítico. O trabalho e obra da escritora mineira Maria Esther Maciel provam isso. Autora de ensaios, poemas e romances, ela entrelaça a teoria literária, psicanálise, poesia, ficção e ensaios. Sem preconceitos. Em “O Livro de Zenóbia” (Editora Lamparina), por exemplo, ela ultrapassa a fronteira entre prosa e poesia e faz uso das duas para descrever as tramas ao redor da protagonista Zenóbia.
Doutora em Literatura Comparada, Maria Esther lançou-se a diversos gêneros de publicações, como “As Vertigens da Lucidez - poesia e crítica em Octavio Paz”, “Vôo Transverso - poesia, modernidade e fim do século XX”, “A memória das coisas ensaios de literatura, cinema e artes plásticas” e “O livro dos nomes”.
Na 14ª Jornada Nacional de Literatura, ela participa da discussão "Identidade, literatura e cultura na globalização", do dia 24 de agosto, às 14 horas, ao lado do escritor português Gonçalo Tavares, Luiz Costa Lima, Nilson Luiz May, Luisa Geisler e Tatiana Salem Levy.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Humor garantido no show de encerramento da Jornada
Já está confirmado. O público da 14ª Jornada Nacional de Literatura terá a chance de se esbaldar com o humor musical do grupo Conjunto Nacional. Afinal, ele é composto pelos gêmeos cartunistas Paulo e Chico Caruso, que prometem novas canções como “O Rap do Kadafi” e “O Pepino do Palocci”. Integram também a formação da irreverente banda o escritor Luís Fernando Veríssimo (no sax alto) e o chargista Aroeira (no sax tenor). Durante a 14ª Jornada, os irmãos Caruso participam ainda do “Encontro com os Gêmeos”, ao lado dos também gêmeos e cartunistas Gabriel Bá e Fábio Moon. Paulo assina ainda a caneca com caricaturas dos escritores em todas as edições da Jornada: em 2011, também faz camisetas. E comenta: “A Jornada é um baita trabalho de professores e alunos. Quando os escritores chegam lá, eles já leram as obras e fazem perguntas interessantes.”
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Presidente da Câmara dos Deputados é convidado para a Jornada
A professora Tania Rösing, idealizadora da Jornada Nacional de Literatura e responsável por sua continuidade ao longo de 30 anos, movimenta-se pelo Brasil promovendo a Jornada. No momento, ela está em Brasília. Lá, acompanhada do reitor da Universidade de Passo Fundo (UPF), José Carlos Carles de Souza, e do prefeito de Passo Fundo, Airton Dipp, ela apresentou a programação do evento em audiência com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia.
Marco Maia foi oficialmente convidado a participar dessa celebração à literatura, marco do calendário gaúcho e brasileiro. “São 30 anos de caminhada, de uma grande movimentação cultural com o objetivo de formar leitores literários, leitores das linguagens das diferentes manifestações culturais além dos leitores digitais”, pontuou Tania Rösing durante a audiência.
Marco Maia disse conhecer o evento e que fará o possível para comparecer. “O ato de ler é um processo de emancipação de todos os cidadãos. A Jornada Nacional de Literatura é um incentivo à leitura e ao desenvolvimento cultural”, comentou. “Sou um apoiador deste projeto por conhecer a sua importância.”
Vale lembrar que a origem da Jornada, em 1981, está ligada ao processo de redemocratização política e valorização da cultura. Diga-se: um elemento fundamental para a formação de cidadãos plenos.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Para a moçada
No limbo entre o que se considera infantil e o que se chama de adulto, o público jovem muitas vezes é deixado de lado. Num evento que se pauta pela discussão sobre a formação de novos leitores e sobre o desenvolvimento da Literatura aliado a novas tecnologias, este público deve ter voz.
Por isso, de 23 a 25 de agosto, das 19h30 às 21h30, o público de 15 a 25 anos terá sua parcela especial de atrações vinculada à Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo: a Jornight. Durante este período, a Lona Azul do Circo da Cultura abrigará atrações variadas, em uma programação concisa e interessante.
Inaugurando a Jornight no dia 23, Elisa Lucinda se apresenta no espetáculo poético-performático "Parem de falar mal da rotina". No dia seguinte, um encontro de desenhistas, entre os irmãos Paulo e Chico Caruso, cartunistas, e os gêmeos quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá. E, para terminar, o grupo de rap Cova dos Leões e Humberto Gessinger e o ator e humorista Marcelo Adnet se apresentam.
Por isso, de 23 a 25 de agosto, das 19h30 às 21h30, o público de 15 a 25 anos terá sua parcela especial de atrações vinculada à Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo: a Jornight. Durante este período, a Lona Azul do Circo da Cultura abrigará atrações variadas, em uma programação concisa e interessante.
Inaugurando a Jornight no dia 23, Elisa Lucinda se apresenta no espetáculo poético-performático "Parem de falar mal da rotina". No dia seguinte, um encontro de desenhistas, entre os irmãos Paulo e Chico Caruso, cartunistas, e os gêmeos quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá. E, para terminar, o grupo de rap Cova dos Leões e Humberto Gessinger e o ator e humorista Marcelo Adnet se apresentam.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Terminam amanhã (1/06) inscrições para Concurso de Contos
O Concurso de Contos Josué Guimarães coincide, nesta edição, com os 30 anos da Jornada Nacional de Passo Fundo e com o 90° aniversário do autor que dá nome ao prêmio. Josué Guimarães foi escritor e jornalista e incentivou a criação de um evento literário de grande porte na cidade de Passo Fundo – as Jornadas. Em 1988, à época de sua morte, teve seu nome emprestado para nomear a Jornada Literária daquele ano.
Além da 3ª Jornada Nacional de Literatura Josué Guimarães, ele vem sendo homenageado bienalmente com o Concurso de Contos, esta ação de incentivo à produção literária, desde 1988. “Josué acreditou em nossa proposta de formação de leitores e fez os primeiros contatos com renomados escritores nacionais para a participação na primeira edição. Se não fosse ele, dificilmente conseguiríamos começar com o brilho de autores como Armindo Trevisan, Carlos Nejar, Moacyr Scliar, Sérgio Capparelli e Deonísio Silva, além do poeta Mario Quintana, homenageado especial”, conta Tânia Rösing, idealizadora e coordenadora das Jornadas Literárias.
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